Mensagens

A Lenda

Imagem
  Atlântida teria sido um paraíso, uma lendária ilha cuja primeira menção conhecida remonta a Platão em suas obras " Timeu ou a Natureza " e " Crítias ou a Atlântida ". Era composta de exóticas paisagens, com clima agradável e belas florestas, ao lado de extensas e férteis planícies. Os animais eram dóceis, porém fortes. E havia as cidades, grandes e pequenas. Os atlantes eram senhores de uma civilização muito avançada. Palácios e templos cobertos de ouro e outros metais preciosos destacavam-se numa paisagem onde o campo e a cidade conviviam em harmonia. Jardins, fontes, ginásios, estádios, estradas, aquedutos, pontes. Estavam por todo o lado e a disposição de todos. Desta abundância nasceram e prosperaram as artes e as ciências. Eram muitos os artistas, músicos e grandes sábios. Mas não viviam completamente tranquilos, pois não estavam sozinhos no mundo. Em razão disso, apesar de cultivarem a paz e a harmonia nunca deixaram de praticar as ar...

Ilha do Frade

Imagem
O último dos mitos e lendas que pairam sobre o Porto que te trazemos hoje leva-nos onde atualmente se encontra o Largo de António Calém. Neste mesmo local existiu, outrora, uma pequena ilha, no estuário do Douro, que ficou conhecida como a “ilha do frade”. Mas qual a sua história? Segundo reza a lenda, existia um mosteiro, do lado de Gaia, de frades franciscanos. Tal como era comum naquela altura, a leiteira levava o leite ao mosteiro e todos os dias, o porteiro, encarregue de a receber, apaixonava-se mais um pouco. Certo dia, o porteiro ganhou coragem e confessou à leiteira o seu amor por ela, acrescentando que não era frade e que poderia abandonar o mosteiro quando quisesse. Diz-se que esta, que tinha namorado, contou-lhe o que se andava a passar, e que o namorado preparou uma tramoia ao “frade”. Assim, nos dias seguintes, a leiteira, instruída pelo namorado, aceitou o encontro com o jovem porteiro e disse-lhe que um barco o iria buscar e levá-lo ao seu encontro. Entusiasmado, o jove...

As Tripas

Imagem
  Já muito se falou sobre a origem do apelido “Tripeiros” e a, segundo reza a lenda, está relacionado com o sacrifício do povo portuense em apoio ao Infante D. Henrique, em 1415. Consta-se que, quando o Infante preparava, no Porto, as embarcações para partir para Ceuta, a população da cidade juntou-se e ofereceu bens alimentares, ficando com os restos: “as tripas”. Contudo, esta é apenas uma teoria sobre a origem deste prato portuense. Outra lenda remonta ao tempo dos suevos, que se começaram a expandir após a queda do império romano. Diz-se que, na sua expansão, fizeram do Porto uma das suas principais cidades. Mais ainda, as tripas faziam parte da sua alimentação, sendo que se tornavam parte da gastronomia local por onde passavam. Existem, ainda, outras lendas e mitos que se centram na origem desta delícia portuense. Contudo, a história de sacrifício, lealdade e apoio ao Infante D. Henrique dificilmente perderá destaque para uma das outras. Ainda mais uma vez que não é possível c...

O fantasma de São Bento

Imagem
A Estação de Comboios de São Bento é um símbolo e um ícone da cidade do Porto, um ponto de visita de obrigatória seja para quem for. No entanto, este espaço nem sempre foi ocupado por caminhos de ferro. Na verdade, anteriormente era um convento: o Convento de São Bento da Avé Maria (o que também explica o nome da estação). Consta-se que, por volta de 1834 sai um decreto que ordena a extinção de todas as ordens religiosas, pelo que a do Convento de São Bento da Avé Maria não era exceção. Contudo, no lia-se no decreto que as ordens religiosas que albergassem apenas mulheres, como era o caso, seriam apenas extintas aquando do falecimento da última freira residente. Apenas em 1892 (mais de 50 anos depois da ordem de extinção) se começou a fazer planos para a construção de uma estação ferroviária naquele local, aquando da morte da última freira, que ali resistiu durante todo esse tempo. Ora, o mito do fantasma de São Bento prende-se, precisamente, com esta irmã, “teimosa” e crente irrefutáv...

Rei Artur

Imagem
Também a lenda do rei Artur é uma história que ainda confunde muitas pessoas que não sabem distinguir se esta figura era real ou fruto da literatura. Mais uma prova que mostra a linha distorcida que às vezes separa o mito da realidade. Nas primeiras referências da literatura celta, a lenda conta a história de Artur, um rei da Grã-Bretanha. Ele é apresentado como o monarca ideal durante a guerra e no período de paz. Essa lenda foi usada na literatura em inúmeras ocasiões para explicar a Idade Média e muitos dos seus eventos importantes. Ainda que não existam evidências arqueológicas confiáveis ​​para atestar a existência de Artur, em várias ocasiões a existência de Artur foi apresentada como uma pessoa real ou, pelo menos, influenciou uma pessoa real na lenda.

Tristão e Isolda

Imagem
O amor como influência na História é um tópico verdadeiramente amplo. Um dos muitos casos que existem é a lenda de Tristão e Isolda, ambos também inseridos na lenda do rei Artur. É a história de amor entre Tristão, um jovem cavaleiro da Távola Redonda e uma princesa irlandesa chamada Isolda. Esta história é uma ocasião perfeita para perceber a influência que mitos e lendas têm em todas as áreas da vida, uma vez que se baseia em tradições.

As Valquírias

Imagem
Os mitos eram uma peça-chave da cultura e influenciavam incisiva e decisivamente muitas das decisões tomadas, seja na agricultura, viagens, batalhas, entre outros. Nesse sentido, como no resto das civilizações antigas, os vikings e a cultura escandinava em geral foram influenciados pelos seus próprios mitos e lendas. As valquírias faziam parte da mitologia nórdica. Eram mulheres guerreiras, servas de Odin, que permaneciam imortais e invulneráveis ​​desde que obedecessem aos Deuses e mantivessem intacta a sua virgindade. Eram geralmente representadas como lindas donzelas em cavalos alados com pele pálida. A sua história influenciou a crença do povo em questões como a fertilidade da terra, o esplendor das florestas e a boa saúde das pradarias.